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Categoria: Noticias / Data: 27/08/2013 às 15:05

EntrevistaNewton Cardoso: quem For Contra A Aliança é Antilula Minas Gerais

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});O ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso (PMDB), 68, pertence ao grupo de políticos que não se abalam com as derrotas. Acostumado aos ataques que enfrentou em três passagens pela Prefeitura de Contagem e no polêmico mandato no governo de Minas, na segunda metade dos anos 80, o Trator conseguiu mais uma vez emergir, impondo uma derrota ao ex-presidente da República e principal adversário na política, Itamar Franco, na disputa pela vaga do PMDB ao Senado.

Na convenção estadual do partido, Newton obteve 70% de preferência dos delegados. Agora ao lado dos antigos adversários do PT, o ex-governador passará, mais uma vez, pela prova das urnas.

Confiante nos "apoiamentos" (sic) que espera obter nos grotões, já discursa como vitorioso. Em seu escritório político, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, Newton falou por uma hora e meia.

Fumou um cubano Santo Domingo, tomou capuccino e beliscou queijo Minas. Classificou a aliança com o PT de "pragmática" pelos dois lados. E como não poderia deixar de ser, voltou a alfinetar Itamar Franco.

O TEMPO " Quando o senhor foi derrotado nas eleições para o governo de Minas, os analistas disseram que sua carreira tinha terminado. O que estava fazendo fora da política" Newton Cardoso " Estava ganhando dinheiro, gerando empregos e pagando impostos. Do ponto de vista financeiro, foi a minha sorte ter perdido as eleições, porque pude capitalizar as minhas empresas. Nesse meio tempo fiquei uns 15 dias doente, tive uma infecção na pleura.

A que o senhor atribuiu um desempenho tão pífio nas urnas" Veja bem, fui derrotado por causa de um complô do Itamar Franco, movido pela vaidade. O Itamar não aceitou que eu fosse candidato a governador do Estado porque ele queria se candidatar no meu lugar.

Só mantive a candidatura, mesmo sabendo que ia ser derrotado, por causa da chapa dos candidatos a deputado federal e estadual, para honrar o PMDB. Por isso, o PMDB me premiou agora. Você não pode ser infiel em política. Política é uma coisa muito séria. Fidelidade ao partido, aos amigos e companheiros é essencial.

Qual foi a maior traição que o senhor sofreu na vida pública" Diria que foi essa em 2002. Não esperava que acontecesse aquilo. Fui lançado candidato ao Palácio da Liberdade na sede do PMDB, com todos os companheiros apoiando, mas o Itamar puxou o tapete.

O que aconteceu agora, quatro anos depois, não é uma vingança, porque essa palavra não está no meu vocabulário. Mas os meus companheiros me pediram novamente para candidatar.

O Itamar não é homem de partido, ninguém em sã consciência pode confiar nele. Companheirismo em política é essencial, e isso passa longe dele.

O resultado da convenção do PMDB deu uma reviravolta no quadro eleitoral em Minas. Vários políticos devem ter ficado desapontados com os efeitos da coligação PT e PMDB, principalmente o governador Aécio Neves. O Aécio Neves é um homem muito competente. Tem pedigree, tem DNA político, ele é grato ao Itamar porque ele o apoiou e não há nada mais justo que isso.

Ele deu um exemplo de fidelidade ao Itamar Franco, admirei muito o governador. Ele cumpriu o papel dele porque não podia mandar no PMDB. Provei que no PMDB eu tenho força partidária.

A aliança com o PT não é oportunismo político" A nossa aliança com o PT foi pragmática porque sempre olhamos para a maioria do partido, sempre pensamos que o PMDB precisava crescer, aumentar as bancadas, e o melhor caminho era comessa coligação. Quem não aceita hoje essa conjunção de forças vai ter de aceitar no futuro.

Analistas dizem que o senhor terá dificuldade para se eleger, já que enfrenta um alto índice de rejeição. Como pretende reverter esse quadro" Tenho pesquisas que mostram que sou vítima de uma campanha insidiosa contra a minha candidatura. Agora, outras pesquisas me colocam à frente dos meus adversários, e isso significa que estou no caminho certo.

Ao longo desse tempo fui acusado de tudo e por todos, mas ninguém nunca me processou. Sou um pagador de impostos e empregador.

Como o senhor vê as declarações de alguns petistas, entre eles o prefeito Fernando Pimentel, de que não vão dividir palanque com o Newton Cardoso" Vou mandar um recado. Se persistir a resistência dentro do PT mineiro, e isso eu quero deixar bem claro, eles vão provar que são anti-Lula.

Eles são contra duas pessoas, o Newton Cardoso e o presidente Lula, porque vou ser um grande parceiro do Lula a partir do ano que vem. Espero que ele acabe se enquadrando nos princípios partidários.

Houve uma negociação entre PT e PMDB quando o presidente Lula visitou Contagem" Nem queria conversar com o Lula em particular, não queria. O cerimonial dele é que mandou me chamar. Resisti na primeira hora. Praticamente nem falamos de política, ele me deu um abraço, relembramos o passado de luta social que tivemos na Vale do Rio Doce, falamos de charutos, foi um batepapo nornal.

De repente, esses críticos querem dar a impressão de que nos tornamos amigos neste mês, esqueceram do passado. Eu é que não sou palaciano, nunca pedi nada ao Lula, porque não quero ser ministro, não quero cargos, não vou indicar ninguém. Nós temos que acabar com essa quantidade de pedidos ao presidente porque isso é imoral.

O senhor acha que o Lula deve pedir aos críticos para abaixar o tom" Em Contagem, o Lula disse que não queria obstáculos para a criação dessa aliança, e até comentou que Minas deu um exemplo para o resto do país. Ele disse ainda que estava surpreso porque em São Paulo não conta com um palanque do PMDB.

Muitos petistas ainda não o aceitam, o consideram um político de passado nebuloso. Como o senhor vê essa aproximação" O PT foi usado. Outro dia estava conversando em uma roda de petistas sobre as denúncias a mim atribuídas, correntinha de ouro desviada que hoje vale uns R$ 1.000, o caso do jegue que com pramos.

Veja só, as denúncias contra a minha vida pública foram na época da Prefeitura de Contagem, nenhuma quando era governador. As denúncias em que supostamente estou envolvido não dão mais que R$ 10 mil. O PT foi usado, mas agora o partido se reciclou e isso tem 20 anos. Virou motivo de riso entre os próprios petistas.

Diziam que o senhor comprava o apoio dos parlamentares, inclusive os deputados do PMDB. É verdade que tinha o número da conta corrente de praticamente todos" Isso é uma estupidez, uma afronta ao Legislativo mineiro que sempre teve deputados honrados. Minas não merece essas denúncias vazias e caluniosas.

Em 1989, o então deputado Nilmário bradou que não faria acordo com a "corrupção". Segundo ele, o senhor deveria pactuar com seus "semelhantes na corrupção e na violência". Quem mudou, o PT ou o senhor" Vou dar um exemplo. Se for para mexer no passado, se for apurar o que o Eliseu Resende (candidato pelo então PDS) fez com o Tancredo Neves na campanha de 1982 foi uma violência. Por isso que nós evoluímos.

O Nilmário era um político muito jovem, se ele tivesse a informação que tem de mim hoje, ele não teria dito aquilo. As pessoas mudam quando conhecem as outras. O Nilmário é um rapaz muito bom. O PT foi usado e todo mundo sabe por quem.

Então, o que aconteceu" Nós não mudamos, nós evoluímos. O PT é filho do PMDB, e num certo momento da vida o filho se voltou contra o pai, em sua adolescência. Depois cresceu, criou maturidade e reencontrou-se com o seu pai.

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Fonte: Jornal O TempoTags: Entrevista ,- ,Newton ,Cardoso: ,"quem ,For ,Contra ,A ,Aliança ,é ,Anti-lula" ,

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