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Categoria: Noticias / Data: 03/08/2013 às 08:38

Ocupações atrasam Minha Casa Minha Vida saopaulo

Após ser retirada de uma área de risco no Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, e aguardar por mais de dois anos, a auxiliar de cobrança Jucilene Alves Gomes da Silva, de 27 anos, finalmente iria para a casa própria, pelo programa Minha Casa Minha Vida. A decepção veio na semana passada, quando descobriu que o prédio havia sido invadido.

Ela não está sozinha. Pelo menos 40 prédios e terrenos destinados à moradia popular foram invadidos desde a semana passada. O prefeito Fernando Haddad (PT) afirma que há uma ação "subterrânea" de um grupo orquestrando as ações. Em alguns casos, os prédios ocupados estavam prestes a ser entregues aos moradores.

"Doze empreendimentos da Caixa Econômica Federal que estão praticamente prontos foram invadidos e o próprio movimento (sem-teto) não reconhece legitimidade dessa prática, prejudicando pessoas que esperaram por anos", disse Haddad.

De acordo com o prefeito, isso também acontece com terrenos públicos. "A gente tem publicado decreto de desapropriação. Tem alguém aí, que não tem caráter, lendo Diário Oficial. Sabe o que acontece? Organiza as pessoas para invadir o terreno que vamos desapropriar. Em vez de adiantar o processo, você atrasa", afirma.

A Caixa Econômica Federal "adotou providências legais para reintegração de posse dos empreendimentos invadidos e aguarda cumprimento da decisão judicial, a fim de resguardar o direito dos futuros moradores". O banco garante que as unidades serão direcionadas às famílias já selecionadas.

Neste mês, Jucilene deveria mudar do quarto e cozinha que aluga em Sapopemba para o Conjunto Habitacional Campos do Jordão, com 100 unidades. Ela já havia pedido adiantamento do décimo terceiro e preparado tudo para a mudança. "Não sei qual é a situação dessas pessoas. Mas a minha não é boa. Nem por isso invadi o terreno", diz ela, que foi incluída no programa após ser obrigada a sair da casa no Jardim Romano, assolado por enchentes.

Ex-moradora do mesmo bairro, a manicure Rosana Cristina Sabino, de 42 anos, recebeu a notícia da invasão do prédio por uma prima. "É revoltante. A gente espera durante tantos anos para pegar o imóvel da gente, faz o financiamento e vem outras pessoas que ocupam", disse. E reclama da demora na entrega das chaves. "Se tivessem entregado, não iriam invadir", reclamou.

As pessoas que vêm ocupando os locais afirmam que não são ligadas a movimentos sem-teto. Elas mantém diálogo com a Secretaria de Habitação, que ainda tenta uma saída amigável. Segundo dados da pasta, só na zona leste há sete prédios ocupados, um total de 1.622 unidades habitacionais.

Heliópolis. Ontem, durante o anúncio da construção de 5 mil unidades habitacionais em Heliópolis, em um terreno de 420 mil m² que será comprado da Petrobrás, o prefeito pediu a moradores para impedirem que a área também seja invadida. Para que o projeto seja feito, ainda falta um laudo de descontaminação da área. O custo de construção das moradias será de R$ 350 milhões.





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Fonte: Jornal Estadão



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